Dia primeiro embarquei do Rio de Janeiro rumo à Lisboa. Acho que me expressar sobre essa mudança é uma das coisas mais difíceis que eu já fiz e vou fazer na vida. Cheguei aqui dia 02 e só consegui me estabilizar pra escrever agora. Me estabilizar em muitos sentidos, aliás. Passei meses lendo blogs sobre experiências de pessoas que se mudaram para o exterior ou fizeram intercâmbio, e li todos os tipos de opiniões. Ainda assim, fui surpreendida. O mundo é louco, não é mesmo?
Me despedir do lugar que eu nasci foi a coisa mais estranha que aconteceu na minha vida. Já escrevi um post sobre essa sensação quando faltava ainda mais de um mês (link dele aqui). O engraçado é ler ele agora e perceber que ao mesmo tempo que tudo fez sentido, a vida conseguiu mudar ainda mais. Fui pega de surpresa: não recebi nada de algumas pessoas que eu esperava algo, e muito carinho veio de pessoas que eu nunca imaginei. E ao mesmo tempo que me decepcionei, achei a sensação de surpresa mais gostosa da minha vida.
Se despedir do Rio não foi um adeus apenas aos caminhos que eu fazia todas as manhãs, dos lugares que eu conhecia na palma da mão ou das pessoas queridas. Foi me despedir de uma parte de mim. Foi dizer adeus aos meus sentidos: visão, audição, olfato, tato e paladar. Aquelas paisagens não estariam mais a minha frente, nem o cheiro de maresia e muito menos o toque dos meus amigos. Estava abrindo mão de tudo. Abrindo mão de tudo o que me tornava eu - pelo menos foi o que eu pensei nesse tempo todo. Fiquei me perguntando: somos influência do que está à nossa volta ou o nosso redor reflete o que somos no interior? A cada momento encontrei uma resposta diferente, e ainda estou no percurso de descobrir. Eu era a minha vida ou a minha vida era eu? Meus calcanhares balançavam quando eu pensava em perder tudo. Me sentia me perdendo. Mas a ficha demorou a cair. Minha última semana no Brasil - a semana de despedida - foi incrível, mesmo muita coisa dando errado. Não consegui me despedir de amigos que sei que vou sentir falta e pessoas que eu achava que sentiria não fizeram lá tanto esforço assim. Mas guardo todos com carinho. Saí do Brasil com o pé direito, com toda certeza. A vida deu uma volta em tão pouco tempo e eu passei a associar o Brasil a sentidos que eu nunca associei antes.
Tenho o maior orgulho e felicidade do mundo de dizer que eu passei os meus últimos dias no Brasil da melhor forma possível. Com todo o carinho do mundo dos meus amigos, pessoas especiais demais pra um oceano separar - e se tudo der certo já avisei que meu novo apartamento tem dois quartos de hóspedes. Foi na minha última semana no Brasil apenas que eu lembrei o quanto a vida é gostosa de ser vivida. Meus últimos meses tinham sido de puro conflito interno por estar se mudando, tédio de estar sem aula e de saco cheio de algumas coisas do Brasil. Ainda feliz, mas sempre com aquele fundinho meio... Sei lá? Na minha última semana eu estava com tudo mais afiado, mas aprendi a relaxar. Eu acho que é um período da minha vida que eu nunca vou conseguir esquecer. Quando aquele avião decolou, ele certamente estava levando a menina mais feliz do Brasil. Carregava consigo uma mente cheia de boas lembranças, um coração confortado de carinhos dos amigos e um corpo muito bem beijado - por assim dizer. Guardo tanto amor nesse coração que não tem espaço pra mais nada. Tive os últimos-dias-em-território-brasileiro mais incríveis do mundo. Sou apaixonada por cada história deles.
Me despedir do lugar que eu nasci foi a coisa mais estranha que aconteceu na minha vida. Já escrevi um post sobre essa sensação quando faltava ainda mais de um mês (link dele aqui). O engraçado é ler ele agora e perceber que ao mesmo tempo que tudo fez sentido, a vida conseguiu mudar ainda mais. Fui pega de surpresa: não recebi nada de algumas pessoas que eu esperava algo, e muito carinho veio de pessoas que eu nunca imaginei. E ao mesmo tempo que me decepcionei, achei a sensação de surpresa mais gostosa da minha vida.
Se despedir do Rio não foi um adeus apenas aos caminhos que eu fazia todas as manhãs, dos lugares que eu conhecia na palma da mão ou das pessoas queridas. Foi me despedir de uma parte de mim. Foi dizer adeus aos meus sentidos: visão, audição, olfato, tato e paladar. Aquelas paisagens não estariam mais a minha frente, nem o cheiro de maresia e muito menos o toque dos meus amigos. Estava abrindo mão de tudo. Abrindo mão de tudo o que me tornava eu - pelo menos foi o que eu pensei nesse tempo todo. Fiquei me perguntando: somos influência do que está à nossa volta ou o nosso redor reflete o que somos no interior? A cada momento encontrei uma resposta diferente, e ainda estou no percurso de descobrir. Eu era a minha vida ou a minha vida era eu? Meus calcanhares balançavam quando eu pensava em perder tudo. Me sentia me perdendo. Mas a ficha demorou a cair. Minha última semana no Brasil - a semana de despedida - foi incrível, mesmo muita coisa dando errado. Não consegui me despedir de amigos que sei que vou sentir falta e pessoas que eu achava que sentiria não fizeram lá tanto esforço assim. Mas guardo todos com carinho. Saí do Brasil com o pé direito, com toda certeza. A vida deu uma volta em tão pouco tempo e eu passei a associar o Brasil a sentidos que eu nunca associei antes.
Tenho o maior orgulho e felicidade do mundo de dizer que eu passei os meus últimos dias no Brasil da melhor forma possível. Com todo o carinho do mundo dos meus amigos, pessoas especiais demais pra um oceano separar - e se tudo der certo já avisei que meu novo apartamento tem dois quartos de hóspedes. Foi na minha última semana no Brasil apenas que eu lembrei o quanto a vida é gostosa de ser vivida. Meus últimos meses tinham sido de puro conflito interno por estar se mudando, tédio de estar sem aula e de saco cheio de algumas coisas do Brasil. Ainda feliz, mas sempre com aquele fundinho meio... Sei lá? Na minha última semana eu estava com tudo mais afiado, mas aprendi a relaxar. Eu acho que é um período da minha vida que eu nunca vou conseguir esquecer. Quando aquele avião decolou, ele certamente estava levando a menina mais feliz do Brasil. Carregava consigo uma mente cheia de boas lembranças, um coração confortado de carinhos dos amigos e um corpo muito bem beijado - por assim dizer. Guardo tanto amor nesse coração que não tem espaço pra mais nada. Tive os últimos-dias-em-território-brasileiro mais incríveis do mundo. Sou apaixonada por cada história deles.
Clique aqui para ouvir a música desse momento. ♥
Obrigada a cada um de vocês que tornou isso possível.
Até logo ♥


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